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Dr. Leandro Serafim

Diabetes e Coração: o Acompanhamento Que Costuma Ficar de Fora

Glicemia controlada, exames de rotina em dia, cuidado rigoroso com a alimentação. Para quem convive com diabetes há anos, esse esforço costuma virar prioridade absoluta.

O que fica de fora, com frequência, é o coração.

Diabetes não é só uma questão de açúcar no sangue. É também um dos fatores que mais aceleram problemas cardiovasculares, muitas vezes sem dar nenhum aviso perceptível.

Por que diabetes e coração andam tão próximos

O excesso de glicose no sangue, ao longo dos anos, danifica a parede das artérias e favorece o acúmulo de placas de gordura nesses vasos, o processo conhecido como aterosclerose.

Esse dano acontece de forma silenciosa e progressiva. Ele não depende de a glicemia estar descontrolada no momento, mas do tempo de exposição a níveis elevados ao longo da vida.

O risco vai além do açúcar alto isolado

Diabetes raramente aparece sozinho. É comum vir acompanhado de pressão alta, colesterol elevado e excesso de peso, uma combinação que multiplica o risco cardiovascular em vez de apenas somá-lo.

Por isso, cuidar apenas da glicemia e deixar esses outros fatores em segundo plano deixa uma parte importante do risco sem tratamento.

Por que o sintoma pode não aparecer

Com o tempo, o diabetes pode afetar os nervos responsáveis por transmitir sinais de dor, incluindo os que avisam sobre um problema no coração.

Esse é justamente um dos motivos pelos quais o infarto silencioso, aquele que acontece sem a dor característica no peito, é mais frequente em pessoas com diabetes. O aviso que deveria vir não chega, e o problema só é descoberto depois.

O que muda no acompanhamento de quem tem diabetes

Isso reforça por que o acompanhamento cardiológico regular, mesmo sem sintomas, tem um peso diferente para quem tem diabetes.

Não se trata de esperar uma queixa aparecer. Trata-se de investigar de forma ativa, com uma frequência que leve em conta o tempo de diagnóstico, o controle glicêmico ao longo dos anos e a presença de outros fatores de risco associados.

Exames que costumam entrar nessa investigação

O Doppler de carótidas pode ajudar a identificar sinais de aterosclerose nos vasos do pescoço, um indicativo do que também pode estar acontecendo em outras artérias do corpo. Eletrocardiograma e ecocardiograma completam essa investigação, avaliando ritmo, estrutura e funcionamento do coração.

Nenhum exame isolado substitui o outro. Juntos, formam um retrato mais completo do que o diabetes já pode ter causado, mesmo sem sintoma nenhum até aqui.

Dr. Leandro Serafim: acompanhamento cardiovascular de quem tem diabetes no Itaigara

O Dr. Leandro Serafim é cardiologista com RQE e mais de 20 anos de experiência, atendendo em consulta particular no Itaigara, em Salvador.

Para quem tem diabetes e quer investigar o coração de forma completa, consulta, eletrocardiograma, ecocardiograma e Doppler de carótidas podem ser feitos no mesmo endereço, reunindo essas informações sem precisar percorrer clínicas diferentes.

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Dúvidas frequentes sobre diabetes e coração

Diabetes controlado ainda representa risco para o coração? Sim, principalmente pelo tempo de exposição à glicose elevada ao longo dos anos, mesmo quando o controle atual está bom.

Quem tem diabetes deve fazer exames do coração mesmo sem sintomas? Sim, o acompanhamento cardiológico regular é especialmente importante nesse grupo, já que o sintoma pode não aparecer.

Diabetes aumenta o risco de infarto silencioso? Sim, porque pode afetar a sensibilidade à dor, fazendo com que o infarto aconteça sem o aviso esperado.

Só quem tem diabetes tipo 2 precisa desse cuidado extra com o coração? Não. Diabetes tipo 1 e tipo 2 estão associados a maior risco cardiovascular, ainda que por mecanismos e ao longo de tempos diferentes.

Controlar só o açúcar no sangue já é suficiente para proteger o coração? Não é suficiente sozinho. Pressão arterial, colesterol e peso corporal também precisam ser acompanhados.

Foto de Dr Leandro Serafim

Dr Leandro Serafim

Cardiologista referência em Salvador

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