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Dr. Leandro Serafim

Dor no Peito na Mulher: Por Que os Sinais Podem Passar Despercebidos

Ela sentiu um aperto leve no peito duas ou três vezes na mesma semana. Achou que era cansaço. Depois, achou que era ansiedade. No fim, resolveu esperar mais um pouco antes de procurar um médico.

Essa cena se repete com muita frequência entre mulheres, e não é falta de cuidado. É que a dor no peito, nelas, raramente se apresenta do jeito que a gente aprendeu a temer no cinema: aquele aperto forte, dramático, que derruba a pessoa na hora.

O sintoma real costuma ser mais discreto. E é justamente por isso que demora mais para ser levado a sério, inclusive pela própria mulher que sente.

Dor no peito na mulher é sempre coração?

Não. Dor no peito pode vir do músculo, do estômago, da respiração ou da ansiedade, sem qualquer relação com o coração.

Mas alguns sinais pedem atenção redobrada, principalmente quando aparecem junto: falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou aquele mal-estar difícil de explicar. Nesses casos, a única forma segura de saber o que está acontecendo é através de uma avaliação médica, não de tentar adivinhar em casa.

A menopausa muda a forma como o coração é protegido

Até a menopausa, os hormônios femininos ajudam a proteger o sistema cardiovascular. É como se existisse um amortecedor natural funcionando nos bastidores, sem que a mulher perceba.

Depois dela, esse amortecedor perde força. Colesterol, pressão arterial e até o ganho de peso passam a ter um impacto diferente do que tinham antes.

Isso não quer dizer que toda mulher na menopausa vai desenvolver um problema no coração. Quer dizer que essa fase é um bom momento para prestar mais atenção, não menos.

Os sintomas nem sempre batem com o que se espera

Enquanto o retrato clássico é uma dor forte no centro do peito, muitas mulheres sentem outra coisa completamente diferente.

Cansaço que não bate com a rotina de sempre. Falta de ar em esforços que antes eram fáceis. Uma dor que aparece mais no braço, na mandíbula ou nas costas do que exatamente no peito. Enjoo ou uma sensação de indigestão que insiste em não passar.

Isolado, qualquer um desses sinais pode parecer bobagem. Juntos, contam uma história diferente, e é essa história que vale a pena levar ao médico.

Ansiedade também dói no peito, e isso confunde até quem já se conhece bem

Esse é um dos pontos mais delicados de toda a conversa.

Crises de ansiedade e pânico causam, sim, dor no peito, aperto e falta de ar. Os sintomas se parecem tanto que o risco existe nos dois sentidos: chamar de ansiedade uma dor que é do coração, ou chamar de coração uma dor que é ansiedade.

Ter diagnóstico de ansiedade não é um passe livre para nunca mais investigar o coração. Quando o sintoma muda de padrão, fica mais frequente ou vem mais forte do que o de sempre, vale a pena reavaliar, mesmo que a explicação mais provável ainda seja a ansiedade.

Quando a dor no peito não pode esperar

Existe uma diferença importante entre marcar uma consulta e ir direto ao pronto-socorro.

Falta de ar intensa, suor frio, dor que irradia para o braço ou a mandíbula, tontura forte ou sensação de desmaio são sinais que pedem atendimento de urgência, sem esperar horário de consulta.

Fora desse cenário, sintomas mais leves, que vêm e voltam ou que não têm uma causa clara, continuam merecendo investigação. Só que aí o caminho é a consulta cardiológica de rotina, com calma para entender a origem.

Eletrocardiograma e ecocardiograma ajudam a entender o que está por trás do sintoma

Diante de uma queixa de dor no peito, dois exames costumam entrar na investigação.

O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração e pode mostrar alterações de ritmo relacionadas ao sintoma. O ecocardiograma vai por outro caminho: mostra a estrutura e o funcionamento do coração, ajudando a entender se existe algo ali que precise de mais atenção.

Nenhum dos dois substitui a consulta. Eles servem para confirmar, ou afastar, o que a conversa com o cardiologista já apontou como hipótese.

Depois dos 45 anos, a prevenção pesa mais

Passa a valer a pena acompanhar pressão e colesterol com mais regularidade, falar abertamente com o médico sobre sintomas mesmo quando parecem pequenos, conhecer o histórico cardiovascular da família e manter consultas de rotina mesmo sem nenhuma queixa.

Prevenção não é sobre eliminar todo risco. É sobre reduzir o que dá para reduzir e perceber cedo o que precisar de cuidado.

Dr. Leandro Serafim: avaliação cardiovascular da mulher no Itaigara

O Dr. Leandro Serafim é cardiologista com RQE e mais de 20 anos de experiência, atendendo no Itaigara, em Salvador.

Para quem está investigando uma dor no peito ou simplesmente quer reforçar o acompanhamento cardiovascular depois da menopausa, um detalhe pode facilitar bastante essa etapa: consulta, eletrocardiograma e ecocardiograma podem ser feitos no mesmo lugar, no mesmo dia.

Como os exames disponíveis no consultório são realizados pelo próprio Dr. Leandro, a leitura dos resultados já acontece dentro do contexto da história contada na consulta, sem a paciente precisar repetir tudo de novo para outro profissional, em outro endereço.

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Dúvidas frequentes sobre dor no peito e coração na mulher

Dor no peito na mulher é diferente da dor no peito no homem? Pode se manifestar de forma diferente. Em mulheres, cansaço, falta de ar e mal-estar às vezes chamam mais atenção do que a dor típica em aperto.

A menopausa aumenta o risco de doença cardiovascular? Sim, está associada a esse aumento, principalmente pela perda da proteção hormonal e pela mudança em fatores como colesterol e pressão arterial.

Ansiedade pode ser confundida com problema no coração? Sim. Os sintomas se sobrepõem com frequência, e a avaliação médica é o caminho mais seguro para diferenciar as duas situações.

Toda dor no peito precisa de eletrocardiograma? Nem todo caso, mas é um exame frequentemente solicitado por ser rápido, não invasivo e útil logo na investigação inicial.

Quando a dor no peito é emergência? Quando vem com falta de ar intensa, suor frio, dor irradiando para o braço ou a mandíbula, tontura forte ou sensação de desmaio. Nesse cenário, o caminho é o pronto-socorro.

Foto de Dr Leandro Serafim

Dr Leandro Serafim

Cardiologista referência em Salvador

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