A arritmia cardíaca acontece quando o ritmo do coração sai do padrão esperado. Em alguns casos, os batimentos ficam acelerados. Em outros, mais lentos ou irregulares.
Nem toda alteração do ritmo significa algo grave. Há arritmias benignas e até situações em que a pessoa não sente absolutamente nada. Por outro lado, algumas alterações merecem investigação porque podem estar relacionadas a sintomas importantes ou aumentar o risco cardiovascular. Einstein
É justamente por isso que a avaliação não deve se resumir à sensação de “coração acelerado”.
O que é uma arritmia cardíaca?
O coração possui um sistema elétrico responsável por coordenar cada batimento.
Quando esse sistema sofre alguma alteração, o ritmo pode ficar mais rápido, mais lento ou irregular.
Entre os tipos de alteração estão:
- taquicardias, quando o coração bate mais rápido;
- bradicardias, quando os batimentos ficam mais lentos;
- extrassístoles, percebidas muitas vezes como uma “falha” ou batimento fora de hora;
- fibrilação atrial;
- flutter atrial;
- outras arritmias supraventriculares ou ventriculares.
Algumas são frequentes e pouco preocupantes. Outras exigem investigação e acompanhamento mais cuidadosos. Einstein
Nem toda palpitação é arritmia
Esse é um dos pontos mais importantes para quem chega preocupado ao consultório.
Palpitação é uma sensação. Arritmia é uma alteração do ritmo cardíaco.
Você pode sentir o coração acelerado ou batendo forte sem necessariamente estar diante de uma arritmia.
Ansiedade, estresse, febre, exercício, desidratação, café em excesso, bebidas energéticas e alguns medicamentos podem aumentar a percepção dos batimentos.
Ao mesmo tempo, algumas arritmias realmente se manifestam por palpitações.
Por isso, o sintoma precisa ser contextualizado.
Como uma arritmia pode se manifestar?
Algumas pessoas não sentem nada.
Outras percebem claramente que o coração mudou de ritmo.
Entre os sintomas que podem aparecer estão:
- palpitações;
- coração acelerado;
- sensação de falha entre os batimentos;
- tontura;
- fraqueza;
- falta de ar;
- mal-estar;
- desconforto ou peso no peito;
- sensação de desmaio;
- desmaio.
Nem todos esses sinais significam arritmia, mas ajudam a definir quando a investigação precisa avançar. Einstein
A forma como o sintoma começa ajuda muito na investigação
Dizer apenas “meu coração dispara” já ajuda.
Mas alguns detalhes ajudam ainda mais:
- começa de repente ou aos poucos?
- termina de repente?
- dura segundos, minutos ou horas?
- acontece durante esforço ou repouso?
- aparece após café ou álcool?
- vem acompanhado de falta de ar?
- existe tontura?
- houve desmaio?
- qual era a frequência cardíaca naquele momento?
Essas informações ajudam o cardiologista a pensar em possibilidades diferentes.
Um episódio de poucos segundos pode ter um significado. Uma aceleração abrupta que dura vários minutos pode contar outra história.
Ansiedade pode causar palpitação?
Pode.
Ansiedade e estresse podem provocar aumento da frequência cardíaca e deixar a pessoa mais consciente dos próprios batimentos.
Mas existe um cuidado importante:
não é adequado concluir que tudo é ansiedade sem avaliação quando os sintomas são novos, frequentes, intensos ou vêm acompanhados de outros sinais.
Uma pessoa pode ter ansiedade e arritmia ao mesmo tempo.
Por isso, o diagnóstico deve partir dos sintomas e dos achados clínicos, não de uma suposição.
Café causa arritmia?
Essa pergunta aparece bastante.
Cafeína pode aumentar a percepção dos batimentos em algumas pessoas e, em determinadas situações, favorecer palpitações.
Mas a sensibilidade varia muito.
Algumas pessoas tomam café sem qualquer sintoma. Outras percebem coração acelerado mesmo com pequenas quantidades.
Se você nota uma relação clara entre café, energético ou estimulantes e os episódios, vale comentar isso na consulta.
O mesmo vale para álcool e alguns medicamentos.
Quais fatores podem aumentar o risco?
Diversas condições podem estar associadas a alterações do ritmo cardíaco.
Entre elas:
- hipertensão;
- doença cardíaca estrutural;
- insuficiência cardíaca;
- alterações da tireoide;
- distúrbios de eletrólitos;
- idade mais avançada;
- histórico de infarto;
- consumo excessivo de álcool;
- alguns medicamentos;
- apneia do sono;
- outras doenças cardiovasculares.
Na fibrilação atrial, por exemplo, idade, hipertensão e outras condições cardiovasculares têm relevância importante na avaliação de risco. ABC Cardiologia
Fibrilação atrial merece atenção especial
A fibrilação atrial é uma das arritmias mais importantes na prática clínica.
Ela provoca uma atividade elétrica desorganizada nos átrios, fazendo com que o ritmo fique irregular.
Algumas pessoas apresentam palpitação, falta de ar ou cansaço.
Outras não sentem nada.
Um dos motivos pelos quais ela merece atenção é a associação com risco de formação de coágulos e AVC em determinados pacientes. A avaliação considera vários fatores para definir a necessidade de tratamento e prevenção de eventos. ABC Cardiologia
Um eletrocardiograma normal exclui arritmia?
Não.
Essa é uma dúvida muito comum e extremamente útil de entender.
O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração durante poucos minutos.
Se a arritmia não estiver acontecendo naquele momento, o ECG pode aparecer normal.
Por isso, um resultado normal não significa automaticamente que toda possibilidade foi descartada.
Quando os sintomas são intermitentes, o médico pode avaliar exames que monitorem o ritmo por períodos maiores. O Einstein cita, por exemplo, Holter e monitores de eventos como recursos usados em algumas situações. Einstein
O Holter pode ser útil quando o sintoma não aparece no consultório
O Holter registra a atividade elétrica do coração durante um período prolongado, frequentemente enquanto a pessoa mantém sua rotina.
Isso aumenta a chance de relacionar um episódio de palpitação, tontura ou mal-estar ao ritmo cardíaco daquele momento.
O exame pode ser considerado principalmente quando:
- o sintoma acontece várias vezes;
- o ECG de repouso foi normal;
- existe suspeita de uma alteração intermitente;
- o médico precisa observar o comportamento do ritmo ao longo do dia.
Nem todo paciente com palpitação precisa de Holter.
A indicação depende da frequência e das características dos episódios.
O ecocardiograma também pode entrar na investigação
Enquanto o eletrocardiograma observa a atividade elétrica, o ecocardiograma avalia a estrutura e o funcionamento do coração.
Em algumas pessoas com arritmia, é importante saber se existe alguma alteração estrutural associada.
O exame pode ajudar a avaliar:
- câmaras cardíacas;
- músculo do coração;
- válvulas;
- força de contração;
- outras alterações estruturais.
Novamente, não existe uma lista automática de exames.
A investigação deve seguir aquilo que a história clínica sugere.
Quando a palpitação precisa de mais atenção?
Alguns episódios merecem uma avaliação mais rápida.
Procure atendimento médico principalmente quando palpitações ou alteração do ritmo estiverem acompanhadas de:
- desmaio;
- sensação forte de desmaio;
- dor importante no peito;
- falta de ar intensa;
- fraqueza súbita;
- piora rápida do estado geral.
Arritmias podem variar desde condições benignas até alterações capazes de comprometer o funcionamento cardíaco. Em quadros mais graves, o atendimento rápido faz diferença. Einstein
Exercício e coração acelerado não significam a mesma coisa que arritmia
Durante atividade física, é esperado que a frequência cardíaca aumente.
Isso faz parte da resposta normal do organismo ao esforço.
O que chama mais atenção são episódios que:
- surgem de maneira desproporcional;
- aparecem em repouso;
- começam e terminam abruptamente;
- provocam tontura ou desmaio;
- vêm acompanhados de dor ou falta de ar relevante.
A percepção do paciente ajuda muito a diferenciar situações esperadas daquelas que merecem investigação.
Vale registrar o episódio no celular?
Pode ajudar.
Se você possui smartwatch, oxímetro ou aparelho que registra frequência cardíaca, anotar o horário e guardar as informações pode ser útil.
Esses dispositivos não substituem um diagnóstico médico.
Mas podem oferecer pistas sobre:
- frequência cardíaca;
- duração do episódio;
- momento em que aconteceu;
- relação com esforço ou repouso.
O mais importante é não se prender a medições repetidas por ansiedade.
Use os dados como apoio, não como fonte definitiva de diagnóstico.
O tratamento depende do tipo de arritmia
Não existe um único tratamento para todas as alterações do ritmo cardíaco.
Alguns casos não precisam de tratamento específico.
Outros podem envolver:
- mudanças de hábitos;
- ajuste de medicamentos;
- controle de fatores de risco;
- medicamentos para o ritmo;
- prevenção de coágulos;
- procedimentos específicos;
- acompanhamento periódico.
Tudo depende do tipo de arritmia, dos sintomas, da presença de doença cardíaca e do risco individual.
Dr. Leandro Serafim: investigação de arritmias no Itaigara
Para quem sente palpitações, coração acelerado ou recebeu alguma suspeita de arritmia, o Dr. Leandro Serafim realiza avaliação cardiológica em sua clínica no Itaigara, em Salvador.
O Dr. Leandro é cardiologista com RQE e possui experiência no acompanhamento de diferentes condições cardiovasculares.
A estrutura permite reunir consulta e exames cardiológicos no mesmo local.
Quando houver indicação, é possível realizar:
- eletrocardiograma;
- ecocardiograma;
- Doppler de carótidas e vertebrais.
Um diferencial importante é que os exames cardiológicos disponíveis no consultório são realizados pelo próprio Dr. Leandro.
Isso permite que o médico que ouviu a história, entendeu como os episódios acontecem e avaliou fatores de risco também conduza os exames e relacione os resultados ao contexto clínico.
Em uma investigação de arritmia, essa integração pode ser especialmente útil porque sintomas, duração dos episódios, ECG e estrutura cardíaca precisam ser analisados em conjunto.
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Dúvidas frequentes sobre arritmia cardíaca
Arritmia cardíaca é sempre perigosa?
Não. Existem arritmias benignas e outras que exigem maior atenção. O risco depende do tipo, dos sintomas e da condição cardiovascular do paciente.
Palpitação significa que tenho arritmia?
Não necessariamente. Palpitação é uma sensação que pode ocorrer por diferentes causas. A arritmia é uma alteração documentada do ritmo cardíaco.
Um eletrocardiograma normal descarta arritmia?
Não. Se a alteração não estiver acontecendo durante o exame, o ECG pode ser normal. Em alguns casos, pode ser necessário monitorar o ritmo por mais tempo.
Ansiedade pode acelerar o coração?
Sim. Ansiedade e estresse podem aumentar a frequência cardíaca e provocar palpitação. Ainda assim, sintomas novos ou persistentes merecem avaliação adequada.
Arritmia pode causar desmaio?
Algumas arritmias podem reduzir momentaneamente o fluxo de sangue para o cérebro e provocar tontura ou desmaio. Esse tipo de sintoma precisa ser investigado.
Fibrilação atrial pode aumentar o risco de AVC?
Sim, em determinados pacientes. Por isso, a fibrilação atrial exige avaliação de risco e acompanhamento médico.







