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Dr. Leandro Serafim

Câncer de Mama e Coração: Cuidados no Tratamento

Câncer de mama e coração: por que os dois precisam ser acompanhados?

Receber o diagnóstico de câncer de mama traz muitas preocupações. Durante essa fase, é natural que grande parte da atenção esteja voltada ao combate ao tumor, aos exames e às decisões sobre o tratamento.

Porém, a relação entre câncer de mama e coração também merece cuidado.

Alguns tratamentos oncológicos podem afetar o funcionamento cardiovascular, principalmente em pessoas que já apresentam pressão alta, diabetes, colesterol elevado ou outras condições prévias.

Isso não significa que o tratamento contra o câncer deva ser interrompido ou evitado. Pelo contrário: seus benefícios costumam superar os possíveis riscos. O objetivo do acompanhamento cardiológico é ajudar a paciente a realizar essa etapa com mais segurança, identificando alterações precocemente e controlando fatores que possam sobrecarregar o coração.

Como o tratamento do câncer de mama pode afetar o coração?

Alguns medicamentos utilizados no combate ao câncer de mama podem, em determinados casos, afetar o músculo cardíaco.

Entre eles estão as antraciclinas e o trastuzumabe. Embora sejam importantes para o tratamento oncológico, esses medicamentos podem reduzir a capacidade do coração de bombear o sangue adequadamente em algumas pacientes.

Essa alteração pode ser chamada de disfunção cardíaca e, quando mais avançada, pode estar relacionada à insuficiência cardíaca.

Terapias mais recentes, como os inibidores de checkpoint imunológico, também podem raramente provocar uma inflamação no músculo do coração, conhecida como miocardite. Por isso, sintomas novos durante o tratamento devem sempre ser comunicados à equipe médica.

O acompanhamento não tem como objetivo criar medo ou dificultar o tratamento. Ele serve para proteger a saúde cardiovascular enquanto a paciente recebe os cuidados necessários contra o câncer.

O que é a cardio-oncologia?

A cardio-oncologia é a área que integra o cuidado do oncologista e do cardiologista durante ou após o tratamento do câncer.

Esse acompanhamento pode ser indicado para avaliar o coração antes do início da terapia, identificar fatores de risco e observar possíveis alterações ao longo do processo.

Dependendo do histórico da paciente e do tratamento planejado, a avaliação pode incluir:

  • análise da pressão arterial;
  • avaliação da glicemia;
  • dosagem do colesterol;
  • eletrocardiograma;
  • ecocardiograma;
  • investigação de sintomas cardiovasculares;
  • acompanhamento de doenças já existentes.

A necessidade e a frequência dos exames dependem das condições de saúde da paciente, dos medicamentos utilizados e da orientação da equipe responsável.

Câncer de mama e doenças cardiovasculares compartilham fatores de risco

O câncer de mama e as doenças do coração podem estar relacionados a alguns fatores de risco em comum.

Entre os principais estão:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • colesterol LDL elevado;
  • obesidade;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • sedentarismo.

Além disso, alguns tratamentos podem descompensar a pressão arterial ou agravar condições cardiovasculares que já existiam antes do diagnóstico do câncer.

Por isso, o cuidado não deve começar apenas quando aparecem sintomas. Identificar e controlar esses fatores desde o início ajuda a reduzir a sobrecarga sobre o coração.

Como proteger o coração durante o tratamento do câncer de mama?

A paciente também pode participar ativamente da proteção da própria saúde cardiovascular.

Algumas atitudes contribuem para esse cuidado.

Faça uma avaliação cardiológica

A avaliação pode ajudar a identificar pressão alta, alterações no colesterol, diabetes ou problemas cardíacos que ainda não causaram sintomas.

Também é importante informar ao cardiologista quais medicamentos serão utilizados no tratamento oncológico.

Não fume

O cigarro aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pode prejudicar a saúde de diversas formas. Dispositivos eletrônicos, como vapes, também devem ser evitados.

Para quem já fuma, buscar orientação profissional pode tornar o processo de parar mais seguro e possível.

Mantenha-se em movimento

A atividade física pode ajudar na saúde cardiovascular, na disposição e no controle de fatores de risco.

Quando houver liberação médica, pode-se buscar acumular aproximadamente 30 minutos de exercício moderado em cinco dias da semana.

A intensidade precisa respeitar o momento do tratamento. Em alguns períodos, caminhadas curtas ou atividades mais leves podem ser mais adequadas.

Cuide da alimentação

Dar preferência a frutas, verduras, legumes e boas fontes de proteína pode contribuir para a saúde como um todo.

Também é indicado moderar o consumo de sal, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados, especialmente quando existe pressão alta, diabetes ou retenção de líquidos.

Dê atenção à saúde emocional

O tratamento do câncer pode gerar medo, ansiedade, preocupação e mudanças importantes na rotina.

Momentos de descanso, atividades relaxantes e apoio psicológico podem ajudar a enfrentar essa fase. Cuidar da mente também faz parte do cuidado com o corpo.

Quais sintomas cardíacos precisam de atenção?

Durante ou após o tratamento do câncer de mama, alguns sintomas devem ser comunicados ao oncologista ou ao cardiologista.

Observe principalmente:

  • cansaço novo ou muito mais intenso que o habitual;
  • falta de ar;
  • palpitações ou sensação de coração acelerado;
  • dor ou desconforto no peito;
  • tontura;
  • desmaio;
  • enjoo associado a desconforto no peito;
  • inchaço nas pernas, tornozelos ou pés.

Esses sinais não significam necessariamente que exista uma complicação cardíaca. No entanto, precisam ser avaliados, principalmente quando surgem de maneira repentina ou ficam progressivamente mais intensos.

O diagnóstico precoce permite investigar a causa e iniciar o cuidado necessário com mais agilidade.

O acompanhamento continua depois do tratamento?

O cuidado com o coração não termina necessariamente junto com a última etapa do tratamento oncológico.

Algumas alterações cardiovasculares podem surgir durante a terapia, enquanto outras podem ser percebidas posteriormente. Por isso, a paciente deve continuar acompanhando a pressão arterial, o colesterol, a glicemia e os sintomas.

A frequência das consultas e dos exames será definida de acordo com:

  • os medicamentos utilizados;
  • a duração do tratamento;
  • a presença de sintomas;
  • os fatores de risco individuais;
  • os resultados dos exames anteriores;
  • o histórico cardiovascular.

A proposta é manter uma vigilância proporcional ao risco, sem transformar o acompanhamento em motivo de ansiedade.

Cardiologista em Salvador para acompanhamento cardiovascular

O Dr. Leandro Serafim é cardiologista em Salvador e realiza avaliação cardiovascular, acompanhamento clínico e exames cardiológicos.

Para mulheres que estão em tratamento contra o câncer de mama ou que já concluíram essa etapa, a consulta pode ajudar a avaliar fatores de risco, investigar sintomas e acompanhar a saúde do coração.

Quando necessário, esse cuidado pode acontecer de forma integrada à orientação do oncologista e dos demais profissionais envolvidos no tratamento.

Conclusão

Cuidar do câncer de mama e proteger o coração são partes de uma mesma jornada.

Os possíveis efeitos cardiovasculares do tratamento não devem ser motivo para abandonar ou temer a terapia indicada. Eles mostram a importância de um acompanhamento atento, capaz de identificar fatores de risco e alterações em seus estágios iniciais.

Caso você esteja em tratamento, tenha concluído recentemente ou apresente algum sintoma cardiovascular, converse com sua equipe médica.

Para avaliar a saúde do seu coração, fale com a equipe e consulte os horários disponíveis para atendimento com o Dr. Leandro Serafim em Salvador.

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Dúvidas frequentes

O tratamento do câncer de mama sempre afeta o coração?

Não. Muitas pacientes realizam o tratamento sem desenvolver complicações cardiovasculares. O risco depende dos medicamentos utilizados, das doses, do histórico de saúde e dos fatores de risco de cada pessoa.

A quimioterapia pode enfraquecer o coração?

Alguns medicamentos podem afetar o músculo cardíaco em determinadas pacientes. O acompanhamento com exames e avaliação clínica ajuda a identificar possíveis alterações precocemente.

Quem está em tratamento contra o câncer precisa procurar um cardiologista?

Nem todas as pacientes precisam do mesmo nível de acompanhamento. A avaliação pode ser especialmente importante para quem apresenta pressão alta, diabetes, colesterol elevado, doença cardíaca anterior ou utilizará medicamentos com possível impacto cardiovascular.

O ecocardiograma pode ser solicitado durante o tratamento?

Sim. Dependendo do medicamento utilizado e do perfil da paciente, o ecocardiograma pode ajudar a acompanhar o funcionamento do coração antes, durante ou depois do tratamento.

O coração pode apresentar alterações depois do fim do tratamento?

Algumas alterações podem ser identificadas durante a terapia, enquanto outras aparecem posteriormente. Por isso, a continuidade do acompanhamento deve ser definida com base no tratamento realizado e no histórico cardiovascular da paciente.

Foto de Dr Leandro Serafim

Dr Leandro Serafim

Cardiologista referência em Salvador

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